
Uma iniciativa tecnológica que envolve criatividade, resolução de problemas e raciocínio lógico. Essas são as habilidades trabalhadas durante a etapa maranhense do FIRA Robo World Cup (Copa do Mundo de Robótica) no Brasil, que reúne 106 equipes de escolas particulares e públicas do estado, dentre as quais o Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA). A competição finaliza neste sábado (22), no Golden Shopping Calhau, em São Luís.
Crianças e jovens, a partir de 6 anos, participam do FIRA World Cup, considerado um dos principais eventos de robótica. Neste ano, o evento mobilizou mais de 500 estudantes de 21 municípios maranhenses, contando com a participação de 64 equipes de escolas públicas, sendo 18 destas oriundas do IEMA.
Investimento em robótica
O Governo do Maranhão tem investido cada vez mais na área de robótica como estratégia de ensino e promoção de oportunidades para os estudantes, e as conquistas do IEMA nessa competição evidenciam o potencial de criatividade e capacidade de realização da comunidade escolar. A robótica educacional pode ser a chave para o avanço da Indústria 4.0, proporcionando um novo caminho profissional para os jovens participantes.
Fábio Aurélio Costa, coordenador de Robótica do IEMA e o chefe do Capítulo FIRA no Brasil, explicou sobre a importância do evento, que proporciona aos estudantes colocar em prática todo o conhecimento adquirido em sala de aula.
“Hoje, o Governo do Estado tem robótica em todas as suas escolas de tempo integral. O IEMA foi pioneiro na rede estadual com a robótica e esta é uma disciplina obrigatória desde 2017. A disciplina chegou primeiro na rede pública e depois foi para a rede particular, sendo o inverso de outros estados. Na escola, se utiliza a robótica para aprimorar o conhecimento em matemática, física e química. Na prática, por meio de competições, os alunos conseguem absorver melhor o conhecimento, interagir com outras escolas, fazer amizade e trocar experiências”, disse.
Participação do IEMA em competições
O IEMA tem participado do FIRA desde 2018, quando conquistou o primeiro título mundial em Taiwan, como a 3ª melhor equipe de robótica do mundo. Em 2019, ganhou o segundo título mundial na Coreia do Sul, como 2ª melhor equipe de robótica do mundo.
Em 2021, equipes do IEMA conquistaram o 1º e 2º lugar mundial (São Luís/MA), e em 2022, o 2º e 3º lugar mundial (Guarulhos/SP). O próximo destino dos estudantes maranhenses será a Ostfalia University, localizada na cidade de Wolfenbuettel, na Alemanha, onde será realizada a etapa mundial da FIRA Robo World Cup, de 17 a 23 de julho deste ano.
“É um momento de muita felicidade, em que se inaugura, no Maranhão, a robótica como ponto central para o Governo do Estado. Esse evento é de muita animação, pois traz muita ciência, tecnologia para a nossa juventude e colabora para o desenvolvimento da robótica dentro do ensino e todo mundo quer trazer novamente o título para o Maranhão. Ele cultiva o senso investigativo e exploratório dos estudantes, e dissemina o espírito da ciência, da pesquisa e criatividade aos participantes”, explicou a diretora geral do IEMA, Cricielle Muniz.
Experiência das equipes
Foi no IEMA que o estudante Jhonnathan Cruz, 16 anos, do 3º ano do Ensino Médio, teve o primeiro contato com a Robótica. Ele veio de Viana para participar pela primeira vez do campeonato e integra a equipe Evangelion. A preparação começou meses atrás, quando soube do evento. Com todo o aprendizado que vem adquirindo, o estudante diz querer estudar Psicologia, porém, utilizar a robótica na área de conhecimento.
“Eu estou achando o evento maravilhoso, desde ontem as equipes estão acirradas e a competição está muito fluida. Eu espero que a nossa equipe faça um bom desempenho, porque estamos há meses trabalhando para que dê certo. Nós estudamos sobre programação, linguagens, dentre outros assuntos. O processo foi longo e demorado, mas valeu a pena, pois aqui é um processo de aprendizado e conhecimento, em que há muitas pessoas dispostas a ensinar”, disse o estudante.
Veterana em campeonatos de Robótica, a estudante Sabrina Souza, 16 anos, do IEMA de Cururupu, já conquistou o 1º e 2º no FIRA em anos anteriores. Agora, como aluna do 3º ano do Ensino Médio, participa pela terceira vez do evento, integrando a equipe “Autobots”.
“Meu pai é professor de Robótica e dele que veio a minha aproximação com a área. Participo de competições há anos, e neste ano pretendo vencer novamente. Porém, mais que isso, vejo que participar de um momento como esse é muito importante para o meu desenvolvimento pessoal e profissional, pois eu aprendi muitas coisas nesses anos de competição. Aprendi a manter controle, calma e desenvolver raciocínio lógico”, relatou a jovem.
O sonho da estudante Vitória Carvalho, 16 anos, do IEMA São Luís, unidade Centro, é ser engenheira elétrica, e a competição no campeonato é uma forma de aproximá-la ainda mais dessa meta. Ela participa pela primeira vez da competição e faz parte do time IEMA São Luís.
“Eu pretendo seguir na carreira de tecnologia, na área da Engenharia da Computação, e a competição estimula ainda mais o conhecimento que venho adquirindo no IEMA. Aqui, eu consegui evoluir e aprender, pois este espaço foi uma experiência em que eu pude desenvolver muita criatividade e perceber que não é sobre ganhar, mas também se divertir”, apontou a estudante.
FIRA
O FIRA Brasil é uma competição de robótica que tem a finalidade de classificar equipes de todo Brasil para participar anualmente da Copa do Mundo de Robótica. Após a fase estadual, são selecionadas equipes para disputar a etapa nacional. As equipes classificadas na etapa nacional participarão da etapa mundial.
A competição dispõe de diversas provas que devem ser trabalhadas pelos participantes das equipes: Cobertura FIRA, Cabo de Guerra, Cliff Hanger, DRC – Explorer, Missão Impossível, Labirinto e Futebol de Robôs. Ao passar pelas provas, os competidores são avaliados em vários critérios, como agilidade, trabalho em equipe, dentre outros aspectos.
